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Anúncios de farmácia no Google: o que pode no Brasil e o que muda com as respostas de IA
Farmácias podem anunciar no Google no Brasil, mas com limitações: precisam de registro na ANVISA, de certificação do próprio Google e não podem promover medicamentos controlados. Nos Estados Unidos, o Google começou a testar anúncios de produtos farmacêuticos dentro das respostas de IA da busca. Entender a regra de hoje é o primeiro passo para estar pronto quando isso chegar aqui. O que diz a política do Google para o Brasil A política de Saúde e medicamentos do Google Ads, lida em 14 de outubro de 2026, classifica as farmácias on-line no Brasil como "permitido com limitações". As condições são três: Registro na ANVISA. A farmácia precisa estar registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Certificação do Google. O anunciante precisa ser certificado pelo Google para anunciar como farmácia. Nada de medicamento controlado. Medicamentos controlados não podem aparecer nos anúncios, nas páginas de destino nem nas palavras-chave. O que pode e o que não pode Situação No Brasil Anunciar a farmácia (marca, unidades, entrega, serviços) permitido, com registro e certificação Medicamentos isentos de prescrição no Shopping permitido para farmácia registrada na ANVISA e certificada pelo Google Medicamentos sob prescrição ou controlados não permitido Medicamento controlado como palavra-chave ou na página de destino não permitido A regra do Shopping vem da política de saúde do Merchant Center, que permite a farmácias on-line registradas na ANVISA e certificadas publicar informações sobre medicamentos isentos de prescrição. Medicamentos controlados e sob prescrição só são aceitos nos Estados Unidos e no Canadá. Além das regras do Google, a propaganda de medicamentos no Brasil segue as normas da ANVISA. A plataforma aprovar o anúncio não significa que a peça esteja dentro da regulação sanitária. O que muda com as respostas de IA Em 13 de outubro, o Search Engine Roundtable relatou, a partir de reportagem da Adweek, que o Google está testando anúncios de texto e de Shopping nas respostas de IA da busca, o Modo IA e o AI Overviews, incluindo alguns produtos farmacêuticos. Um porta-voz do Google informou que o teste é só nos Estados Unidos. No Brasil, os anúncios nas respostas de IA ainda não estão disponíveis em nenhum segmento, como explicamos em anúncios no Modo IA do Google. O sinal é claro: quando as respostas de IA passarem a ter anúncios por aqui, a farmácia com certificação em dia, catálogo organizado e campanhas de Pesquisa e Shopping bem estruturadas estará elegível primeiro. Como uma farmácia deve se preparar Certificação em dia. Sem ela, a conta não anuncia como farmácia. O processo de análise do Google
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Black Friday 2026: como planejar a mídia paga para os R$ 13,3 bilhões previstos
A Black Friday de 2026 cai em 27 de novembro e deve movimentar R$ 13,3 bilhões no e-commerce brasileiro entre 26 e 29 de novembro, alta de 20,7% sobre 2025, segundo projeção da Confi com o E-Commerce Brasil. Quem chega bem a essa data começa a mídia em outubro, não na semana da promoção. O que dizem os números de 2026 A projeção, publicada pelo Meio & Mensagem em 13 de outubro, traz três categorias em destaque: Categoria Faturamento previsto Crescimento sobre 2025 Eletrodomésticos R$ 2,12 bilhões 44,5% Moda e acessórios R$ 1,3 bilhão 44,2% Beleza e perfumaria R$ 910 milhões 69,8% A mesma fonte mostra que, de janeiro a setembro de 2026, o tíquete médio do e-commerce caiu 13,4%, de R$ 309,70 para R$ 268,20. Mais pedidos, de valor menor: um sinal de consumidor que compara preço e espera a oferta certa. O calendário de mídia até 27 de novembro Período O que fazer Até o fim de outubro revisar catálogo, preços e estoque no Merchant Center; corrigir medição; montar listas de público 1ª e 2ª semanas de novembro campanhas de aquecimento: vídeo e redes para criar lista de interessados, captura de e-mail e WhatsApp 3ª semana de novembro subir orçamento aos poucos, para os algoritmos aprenderem antes do pico 26 a 29 de novembro pico de verba em busca, Shopping e remarketing; acompanhamento diário 30 de novembro (Cyber Monday) segunda chance para quem não comprou, com oferta própria Os cinco ajustes que mais fazem diferença 1. Catálogo em ordem Para e-commerce, o catálogo é a base dos anúncios de Shopping e de Performance Max. Título com o nome que o cliente busca, preço igual ao do site, estoque atualizado e imagem limpa. Oferta que aparece no anúncio e não aparece no site gera reprovação na semana em que você mais precisa da conta. 2. Promoções sob controle Desde 12 de outubro, o Google Ads pode puxar cupons do site e exibi-los nos anúncios de campanhas com endereço de loja vinculado. Na Black Friday, recomendamos cadastrar as promoções manualmente. Explicamos em promoções automáticas no Google Ads. 3. Verba com o custo real Na Meta, cada R$ 1.000 de mídia custa R$ 1.138,30 desde janeiro, por causa do repasse de PIS/Cofins e ISS. O plano de verba precisa partir desse número, e não do valor que aparece no Gerenciador de Anúncios. Detalhes em nova cobrança de impostos da Meta. 4. Públicos criados antes do pico Quem visitou o site, abandonou carrinho ou se cadastrou em outubro é o público mais barato de converter em novembro. Listas de remarketing e de clientes precisam estar prontas antes, porque a
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Promoções automáticas no Google Ads: o que muda antes da Black Friday
Desde 12 de outubro de 2026, o Google Ads passou a ler as ofertas publicadas no site do anunciante, como cupons e descontos, e a exibi-las automaticamente nos anúncios de algumas campanhas de Pesquisa e Performance Max. O recurso se chama promoções automáticas e veio ligado por padrão. Quem não quiser precisa desligar. O que são as promoções automáticas? São recursos de promoção que o próprio Google cria. Segundo a central de ajuda do Google Ads, lida em 6 de outubro, o sistema identifica ofertas válidas nas páginas de destino e as anexa aos anúncios elegíveis, sem que o anunciante precise cadastrar a promoção. Exemplos do tipo de oferta que o sistema procura: "20% de desconto em toda a coleção" ou "compre um e leve dois". Quais campanhas são afetadas? Pela página de ajuda, entram as campanhas que atendem a três condições: Condição Detalhe Tipo de campanha Pesquisa ou Performance Max ativa Recurso de local campanha com recurso de local vinculado (endereço da loja, pelo Perfil da Empresa) Sem promoção própria campanha que não tem recurso de promoção criado à mão Na prática, o recurso atinge principalmente quem tem loja física ou atendimento local e anuncia com endereço vinculado. A página de ajuda não informa em quais países o recurso está disponível, e o aviso por e-mail, segundo o PPC Land, foi enviado a parte dos anunciantes. Por que isso importa antes da Black Friday Em outubro e novembro, os sites mudam de oferta toda semana. O Google informa que cada promoção automática fica elegível por menos de 24 horas e só volta a aparecer se o sistema confirmar que a oferta continua no site. Mesmo assim, há três riscos práticos: Oferta que não vale para todos. Cupom de primeira compra, de aplicativo ou de um único produto pode aparecer no anúncio de uma busca genérica. Oferta que a loja física não pratica. O anúncio com endereço pode prometer um desconto que só existe no e-commerce. Margem. Uma promoção destacada no anúncio atrai mais cliques para a oferta, e não necessariamente para o produto mais rentável. Como revisar ou desligar No Google Ads, abra Recursos e depois Recursos automatizados no nível da conta. Entre em Configurações avançadas. Em Promoções automáticas, escolha Desativado se não quiser o recurso. Se preferir manter, a alternativa é cadastrar as suas próprias promoções nas campanhas da Black Friday. Campanha com promoção criada à mão não recebe promoção automática, e você controla o texto, as datas e as condições. Para acompanhar o resultado, o Google sugere segmentar os relatórios por tipo
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Plataformas de tráfego pago: onde anunciar em 2026 e como escolher
Plataformas de tráfego pago são os sistemas em que uma empresa compra espaço para exibir anúncios: Google Ads, Meta Ads, TikTok Ads, LinkedIn Ads e outras. Cada uma alcança um público diferente em um momento diferente da compra. A escolha certa depende menos da plataforma da moda e mais de uma pergunta: o seu cliente já está procurando o que você vende, ou ainda precisa descobrir? Busca ou descoberta: a primeira decisão Toda plataforma de anúncio cai em um de dois grupos. Intenção declarada. A pessoa digita o que quer: "dentista em Moema", "software de gestão para clínica". O anúncio aparece na hora da procura. É o caso da pesquisa do Google e do Microsoft Advertising. Descoberta. A pessoa não estava procurando, e o anúncio cria o interesse no meio do feed ou do vídeo. É o caso de Instagram, Facebook, TikTok, YouTube e da maior parte do LinkedIn. Negócio com demanda que já existe começa pela busca. Produto novo, ou que a pessoa não sabe que precisa, depende de descoberta. A maior parte das empresas usa as duas, em proporções diferentes. As principais plataformas de tráfego pago Plataforma Onde o anúncio aparece Melhor para Google Ads pesquisa, Shopping, YouTube, Gmail, sites parceiros, Maps capturar quem já procura; e-commerce com catálogo Meta Ads Instagram, Facebook, Messenger, WhatsApp gerar demanda com criativo; conversa direta pelo WhatsApp TikTok Ads feed do TikTok alcance com vídeo curto em públicos jovens e de consumo LinkedIn Ads feed e mensagens do LinkedIn B2B: cargo, empresa e setor do decisor YouTube (pelo Google Ads) antes e durante vídeos, Shorts marca e consideração com vídeo Microsoft Advertising Bing, Copilot e parceiros busca complementar, com público mais corporativo Pinterest Ads pins e busca do Pinterest decoração, moda, casamento, receitas: compra planejada Kwai Ads feed do Kwai alcance com vídeo curto, forte fora das capitais Mercado Ads e retail media dentro de marketplaces quem vende no Mercado Livre e em outros varejistas Google Ads É a maior plataforma de busca e a primeira escolha quando já existe procura pelo produto ou serviço. Além da pesquisa, reúne Shopping, YouTube, Discover e a rede de sites parceiros. As campanhas de Performance Max e o AI Max usam a IA do Google para distribuir a verba entre esses espaços, e é por elas que os anúncios devem chegar às respostas de IA da busca. Explicamos isso em anúncios no Modo IA do Google. Meta Ads Instagram e Facebook são as plataformas de descoberta mais usadas no Brasil. O anúncio funciona pelo criativo, e não pela palavra-chave: a pessoa para de rolar o feed porque a imagem ou o vídeo chamou atenção. A